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Friday, November 20, 2009

Ferramentas Que Todo Engenheiro de Reservatórios Deve Conhecer

Como muitos já sabem, sou um engenheiro de computação que se apaixonou pela indústria upstream de petróleo e gás natural e acabou virando um engenheiro de reservatórios através de um mestrado na área.


Como engenheiro de reservatórios, boa parte do meu tempo é consumido criando, alterando e otimizando modelos de simulação numérica. Estes são descritos, em última instância, através de um conjunto de arquivos texto com uma sintaxe bem definida, de forma análoga aos códigos-fonte dos programas de computador.


é claro que os programadores de software criaram diversas ferramentas muito interessantes para lidar com seus códigos-fonte como: editores de texto, controle e comparação de diferentes versões de um arquivo, ferramentas de busca entre outros. Como todas essas ferramentas lidam com um tipo de dado comum às duas áreas, arquivos-texto, nós engenheiros de reservatórios temos um mundo de ferramentas que podem, imediatamente, nos tornar mais produtivos.


Segue uma lista das principais ferramentas que vieram do mundo da programação de computadores, mas que tenho usado diariamente para ser mais produtivo ao lidar com arquivos de simulação. Espero que estas ferramentas sejam tão úteis para você quanto são para mim. Ah, um ponto importante: todas as ferramentas são freeware, ou seja, não custam um centavo para baixar e usar




  • Editor de Texto
    Meu editor de texto predileto para trabalhar com arquivos de simulação é o PSPad. Ele possui diversos recursos úteis para a edição de arquivos de simulação. Entre eles destacam-se:

    • Possibilidade de configuração rápida de um syntax highlight (definir cores diferentes para palavras-chave, constantes numéricas, strings e etc.) para seu simulador de preferência.

    • Selecionar, recortar, colar e copiar blocos de texto em colunas ou linhas.

    • Suporte a expressões regulares para busca e busca-e-troca de texto em um arquivo.

    • Possibilidade de comparar lado a lado duas versões de um mesmo arquivo com as diferenças aparecendo em destaque.

    • Suporte à edição simultânea de arquivos, cada qual em sua aba.

    • Diversos recursos para lidar com texto como a possibilidade de selecionar o arquivo de uma diretiva de inclusão e abrir o arquivo correspondente em outra aba, inserir ou remover comentários em blocos de texto selecionados e etc.

    • Gravação e execução de macros de teclado, o que facilita as tarefas de edição repetitivas que freq

Thursday, September 10, 2009

Consórcio BP, Petrobras e ConocoPhillips encontra campo gigante no Golfo do México

[caption id="" align="alignleft" width="313" caption="Keathley Canyon - Locação do poço descobridor Tiber"]Kathley Canyon - Locação do poço descobridor Tiber[/caption]

A BP anunciou no dia 2 de setembro a descoberta de um campo gigante de óleo feita através do poço descobridor Tiber no bloco exploratório 102 do Keathley Canyon, localizado na plataforma continental dos EUA, a 400 km a sudeste de Houston.

O poço Tiber atingiu uma profundidade total de 10685 metros. No local, a lâmina d'água (profundidade de água) é de 1259 metros. Estas marcas colocam o poço Tiber no seleto grupo dos poços mais profundos já perfurados na indústria de óleo e gás. Embora os indícios apontem que haja óleo em múltiplos reservatórios encontrados no play Lower Tertiary (Terciário Inferior), uma avaliação é necessária para determinar o tamanho e comercialidade das acumulações.

Esta novidade no Golfo do México teve grande repercussão na mídia nacional devido à participação da Petrobrás no consórcio que financia o empreendimento. A BP é a operadora com 62% de participação, a Petrobras vem em seguida com 20% e, finalmente, a ConocoPhillips vem por último com 18%.

Segundo informações do site H&P, Adam Anderson, vice-presidente de marketing da Baker Hughes disse ao Houston Chronicle que não espera produção a partir dos reservatórios do Terciário Inferior em período inferior a 10 anos por causa dos desafios tecnológicos associados: reservatórios de alta pressão e alta temperatura (HPHT), elevadas profundidades de poço e óleo da alta viscosidade. Segundo Adam, a tecnologia existe, mas ainda esbarra em um questão de custos. Parece com o nosso pré-sal, não?

Leia mais:
Nota à imprensa feita pela operadora BP
Matéria do site do jornal O Globo
Matéria do site do jornal O Estado de São Paulo
Matéria do site G1.com
Matéria do site último Segundo (IG)
Matéria do site H&P
Wired: Imagem do Keathly Canyon

Tuesday, September 8, 2009

Tuesday, July 14, 2009

MEC quer acabar com o curso de Engenharia de Petróleo

Recentemente o MEC divulgou uma proposta de convergência de denominações para os cursos de engenharia de graduação, bacharelado e licenciatura. Várias engenharias são afetadas, mas gostaria de focar a atenção na Engenharia de Petróleo. Segundo esta proposta, o MEC quer rebatizar este termo para Engenharia de Minas, Engenharia Química ou Engenharia Mecânica, de acordo com a ementa do curso. O fato é que nenhuma destas engenharias separadamente consegue cobrir a formação básica que um Engenheiro de Petróleo deve ter.

Esta proposta ainda não está fechada e o MEC abriu o tema para consulta pública até o dia 31 de julho. A repercursão desta iniciativa entre os Engenheiros de Petróleo foi grande e a SPE Seção Brasil, o braço brasileiro da associação global dos Engenheiros de Petróleo, a SPE, entidade da qual sou membro,

Thursday, July 2, 2009

Exxon Valdez: Ainda uma dor de cabeça para a Exxon

Hoje, li com surpresa uma matéria no site da revista E&P que informa que este acidente ecológico, considerado a pior fase enfrentada pela empresa em 125 anos de existência, ainda traz dissabores para Exxon.

Para quem não lembra ou nunca soube, Exxon Valdez era o nome de um petroleiro da Exxon que se acidentou em 24 de março de 1989 no estreito de Prince William, no golfo do Alaska, EUA. Ele colidiu contra o recife de Bligh o que causou uma ruptura em seu casco resultando em um vazamento de óleo de cerca de 200 milhões de litros. Apesar de não ter sido nem de longe o maior derramamento de óleo registrado, ele é conhecido como o mais trágico deles porque ocorreu em um local bastante remoto e de ecologia frágil e foram necessários 3 anos para limpar a área.

Voltando ao artigo da E&P, o que mais me surpreendeu nele foi o fato que até hoje a Exxon não pagou as multas e punições associadas ao derramamento devido a embates na justiça sobre o valor a ser pago. Em 1996 a empresa foi condenada a pagar US$ 5 bilhões. Em 2006 esta quantia foi reduzida para US$ 2.5 bilhões após um apelo na justiça. Finalmente, em 2008, este valor foi reduzido para US$ 507.5 milhões e então a empresa iniciou os pagamentos.

Agora, uma corte de apelação federal decidiu que o valor do pagamento deve ser acrescido de juros no valor de US$